Sexta-feira, Maio 30, 2008

Muros e murros...

Lembro de uma grande amiga, de sensibilidade e inteligência ímpar, Maria Eugênia, vinda de uma família ímpar, os "Costa"... ela sempre me dizia que adoraria saber porque eu - sendo como era - gostava de ouvir o Rock Nacional...

"Há um muro de concreto em nossos lábios, há um Muro de Berlim dentro de mim..."

Estou em Berlim, vi o Muro ontem... dizem que aquilo é o que restou dele... infelizmente, não é verdade, mas não quero escrever aqui o que restou desse Muro... aquele que quiser saber, que sinta...

(Veja essa video - e outros - ao lado )

Mas o mundo é cheio de muros, não é mesmo?

Os muros que nos separam dos outros, o muro que nos separa de nós mesmos... e, sem querer ser profundo, penso nos muros que nos separam da comunicação, do saber o que acontece no mundo...

Na fronteira dos EUA e México, por exemplo, ainda sobrevive - e cresce - o Muro da Vergonha...


Sobre esse muro, eu li: ""Desde janeiro de 2001, quando o presidente mexicano Vicente Fox, ex-executivo da Coca-Cola, e George Bush assinaram um acordo migratório, mais de 2 mil pessoas foram mortas nesta divisa. No ano passado, foram 441 mortes, sendo 15% mulheres. A mídia burguesa, que acusou o famoso Muro de Berlim de ser responsável pela morte de 800 pessoas em 30 anos, pouco fala sobre o “muro da vergonha” que separa o México dos EUA. Pelo projeto aprovado no Senado, o muro expandindo terá detectores de movimentos e iluminação noturna. Seu custo será de US$ 1 milhão de dólares por quilômetro e percorrerá os Estados da Califórnia, Arizona, Novo México e Texas. Como alertou o bispo mexicano Gregório Rosa, ele reforçará a “divisão entre o norte e o sul, entre ricos e pobres. É uma declaração de desprezo a América Latina”.""

A existência de tantos muros dói mais que um murro na boca do estômago...

Quinta-feira, Maio 29, 2008

Chegando a Berlim...

Há dois dias cheguei a Berlim, de trem, com russos a meu redor... e desde então a história alemã invadiu minha alma, substituindo as borboletas (que, na verdade, se mantém em seus casulos faz um bom tempo), substituindo as borboletas, dizia eu, por aquelas bruxas que nos assustam quando crianças...

Cheguei bêbado, cansado e sem água ou comida... Berlim, Segunda Guerra.

Dia seguinte, ontem, passeei um pouco pela cidade, vi as pessoas se divertindo num verão que se apresenta alegre e, mais tarde, fui a um local brasileiro, o “Botequim Carioca”, comer coxinha, pastel, pão de queijo, sucos de açaí e acerola, tudo regado com um bom trio de chorinho e uma bela garçonete brasileira...

BRASIL!

Mas hoje voltei a Berlim e sua história... tenho pesquisado na internet sobre o que aconteceu aqui, o Muro, entre as leituras e vídeos que estou fazendo sobre ecologia, Amazônia...

Um muro... um muro que virou lugar turístico onde fazemos fotos engraçadas... um muro que há menos de 20 anos ainda era inexpugnável, um muro que barrou a vida de muitos... o Muro de Berlim.

Um de meus grandes desejos é que se derrube todos os muros que levantam ao redor de nossa alma...

Tulipas, ervas e girassóis....

Amsterdã se tornou longa... mas, mesmo assim, a beleza do lugar e algumas histórias - ou pessoais ou dos tempos todos - fizeram-me companhia.

Coisas marcantes: Museu Van Gogh, os canais, a visita da Cecília, os Coffe Shop, a Red Light District, Madurodam, o passeio até o aeroporto de Bruxelas, Queen's Day, trabalhar com o Volodine ( ele como Le Guide), a compra das barracas....